O ARQUIVO DA CÚRIA METROPOLITANA DE SÃO PAULO: ACERVO, ATIVIDADES E PROJETOS

Publicado el: 28/10/2010 / Leido: 13157 veces / Comentarios: 1 / Archivos Adjuntos: 0

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VIII CONGRESO ARGENTINO DE ARCHIVISTICA

El aporte de los Archivos a la tradición y al desarrollo de la Sociedad del Conocimiento

20, 21 y 22 de octubre de 2010. San Salvador de Jujuy - Jujuy- Argentina

BICENTENARIO: PASADO y FUTURO DE LOS ARCHIVOS”

 

III ENCONTRO DE ARQUIVOS RELIGIOSOS

 

 

 

 

 

 

O ARQUIVO DA CÚRIA METROPOLITANA DE SÃO PAULO:

ACERVO, ATIVIDADES E PROJETOS

 

 

 

ARQUIVO DA CÚRIA METROPOLITANA DE SÃO PAULO

AVENIDA NAZARÉ, 993

 

Tel.: 551129146715 / 551122723644

Fax: 551122723612

Celular: 551197563676

E-mail:

 

por exemplo, o Cabido, as Vigararias da Vara , o Juízo Eclesiástico e a Câmara Eclesiástica. assim como também determina o atual CDC de 1983 , Dom Duarte decidiu criar o Arquivo Geral da Cúria, em 1º de abril de 1918. algo que ocorre desde 1921, por determinação do então arcebispo Dom Duarte Leopoldo e Silva. Resgate e Memoria

Solicitação às paróquias, entidades, sacerdotes, parentes de clérigos e leigos para que façam doações de documentos (atas, livros de tombo, correspondências, fotos, boletins, impressos, filmes, fitas de vídeo, etc.). O objetivo é conseguir ampliar a custódia e a preservação de importantes registros históricos arquidiocesanos.

 

4.4

Projeto que visa incentivar uma consciência preservacionista entre os futuros presbíteros, utilizando, para isso, visitas monitoradas, exposição de documentos e realização de palestras sobre a importância da criação e preservação dos documentos eclesiásticos.

 

4.5

“Visite o Arquivo” “História Viva”

Projeto de gravação de depoimentos (áudio e vídeo), em DVDs, de Arcebispos, Bispos Auxiliares, Cônegos, Presbíteros, Leigos e Leigas da Arquidiocese de São Paulo. O enfoque é a história da vida dos participantes, com relatos desde a infância até a fase adulta. Desde março de 2008, já foram colhidos 78 depoimentos, perfazendo um total de 412 horas de gravação.

 

 

5. CURSOS

O Arquivo Metropolitano também contribui para a formação dos agentes responsáveis pela criação, custódia e gerenciamento dos documentos históricos da Igreja.

5.1 Curso “Paróquia e Direito Canônico”

Realizado no próprio Arquivo desde março de 2005, o curso é ministrado em quatro módulos mensais de 12 horas. Abrange diversos aspectos da interface entre legislação canônica e arquivos paroquiais. É destinado, principalmente, a párocos, vigários e secretárias(os) paroquiais. Já foram realizados oito cursos no total, com a participação de 168 inscritos.

 

5.2 Curso “Organização de Arquivos Eclesiásticos”

Iniciado em julho de 2005, o curso tem duração de uma semana (24 horas/aula). Aborda diversos temas referentes aos arquivos eclesiásticos, tais como legislação canônica, conservação preventiva, avaliação documental, descrição, acervos fotográficos, registros e memoria. A formação destina-se, principalmente, aos funcionários e responsáveis dos arquivos das congregações religiosas e das cúrias (arqui) diocesanas. Até o momento, mais de 900 pessoas participaram dos cursos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1. HISTÓRICO

 

·

Ação Católica;

·

Associações Arquidiocesanas;

·

Bispos e Arcebispos;

·

Capelas;

·

Caixas Pias;

·

Chancelaria;

·

Congressos;

·

Fundações;

·

Mitra Arquidiocesana;

·

Paróquias;

·

Pastorais e Movimentos;

·

Regiões Episcopais; e

·

 

Seminários.

A cidade de São Paulo foi fundada, em 25 de janeiro de 1554, com a criação do colégio dos jesuítas, cujo objetivo era evangelizar as populações indígenas. Nessa missão, destacaram-se as figuras do Padre Manoel da Nóbrega e do Beato Padre José de Anchieta, proclamado o “Apóstolo do Brasil”.

A matriz da Igreja de São Paulo surgiu no ano de 1591, dando início aos primeiros registros de batismo, casamento e óbitos, além da realização dos processos de casamento e das dispensas matrimoniais.

A Bula Candor Lucis Aeternae, de 06 de dezembro de 1745, instituiu a Diocese de São Paulo, cujo território abrangia os atuais Estados de São Paulo, Paraná e o sul de Minas Gerais. A criação da Diocese proporcionou um aumento significativo da produção documental, tanto nas paróquias, quanto nos organismos e departamentos da estrutura diocesana

Vale destacar que o primeiro Bispo Diocesano, Dom Bernardo Rodrigues Nogueira, enviou, em 1748, uma carta circular a todas as paróquias. Nela, ele demonstrava uma grande preocupação com os registros paroquiais, entre os quais o Livro de Tombo.

Em fins do século XIX, o território da Diocese de São Paulo foi reduzido. A Diocese de Curitiba, criada em 1892, passou a ter abrangência sobre todo o Estado do Paraná. E a Diocese de Pouso Alegre, fundada em 1900, ficou com jurisdição sobre todas as paróquias da região sul de Minas Gerais.

 

SURGIMENTO DO ARQUIVO HISTÓRICO

A Arquidiocese e a Província Eclesiástica de São Paulo foram instituídas pela Bula Diocesium Nimiam Amplitudinem, em 07 de junho de 1908. O primeiro arcebispo foi Dom Duarte Leopoldo e Silva. Ele iniciou o processo de reestruturação e modernização dos departamentos da Cúria Metropolitana. Uma das primeiras iniciativas foi a construção de uma nova sede, para atender à crescente demanda de uma cidade em franca expansão demográfica.

Com base nas normas estabelecidas pelo Código de Direito Canônico (CDC) de 1917, que indicava que cada diocese deveria ter um arquivo histórico

Para viabilizar o funcionamento da nova instituição, ele enviou uma circular aos párocos da Arquidiocese, na qual solicitava o recolhimento ao recém-inaugurado Arquivo de todos os livros e processos manuscritos antigos e fora de uso.

Além do cumprimento da legislação eclesiástica, Dom Duarte objetivava com sua decisão preservar e organizar esse importante acervo da história eclesiástica de São Paulo. Em seus diários de visita pastoral, ele já vinha registrando a grande dificuldade de manutenção de documentos mais antigos pelas paróquias.

Inicialmente localizado em um pequeno imóvel no centro da cidade de São Paulo, o Arquivo foi depois transferido para o novo prédio da Cúria Metropolitana, inaugurado em 1921. Passou a ter instalações mais adequadas para a custódia do acervo e o funcionamento de uma oficina de restauração.

Em 1974, o Arquivo foi novamente transferido para um prédio, ao lado da antiga Cúria, localizado na Praça Clóvis Bevilácqua, no centro da cidade. A transferência ocorreu em virtude da implantação das linhas do transporte metroviário e da remodelação da Praça da Sé na região central, além do aumento vertiginoso do número de documentos recolhidos.

Com a necessidade de instalações mais amplas para atender à expansão do acervo, Dom Paulo Evaristo Arns, Cardeal Arcebispo, tomou a decisão de transferir novamente a instituição, dessa vez para o bairro do Ipiranga, zona sul de São Paulo.

Em 1984 era inaugurado o Arquivo Metropolitano “Dom Duarte Leopoldo e Silva” no campus da Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, local onde havia funcionado anteriormente o Seminário Central. Um prédio já existente foi reformado e um novo construído, para abrigar todo o acervo documental e também a biblioteca da Faculdade de Teologia. Ocupando uma área aproximada de 1.000 m2, o Arquivo foi e é a instituição responsável pelo recebimento e pela organização de um dos mais importantes acervos da História Eclesiástica do Brasil.

 

 

2. ACERVO

O acervo do Arquivo Metropolitano é constituído por aproximadamente 1.200 metros lineares de documentos, de 1632 até 2010. É composto por diversas séries documentais, das quais destacamos as mais importantes.

 

2.1 Livros Manuscritos (cerca de 12.000)

a) Batizados: cerca de 10 milhões de registros (1640 a 2010).

b) Casamentos: cerca de 5 milhões de assentamentos (1632 a 2010).

c) Óbitos: cerca de 300 mil registros (1686 a 1889).

d) Diversos fundos (1670 a 2010):

O Arquivo também abriga livros de batizados, matrimônios e óbitos específicos de escravos até 1888, além de alguns livros de batismo exclusivos de filhos de escravos, a partir de 1871, em função da Lei do “Ventre Livre”.

Queremos salientar que a abrangência geográfica dos livros, principalmente os paroquiais, refere-se ao município de São Paulo e a certas cidades da Região Metropolitana de São Paulo até 1989. A partir dessa data, diz respeito somente às atuais 287 paróquias da Arquidiocese de São Paulo.

 

2.2

a) Abjurações e Profissões de Fé.

b) Autos Cíveis.

c) Casamentos e Dispensas Matrimoniais:

- Cerca de 300 mil de 1640 a 1939.

- Cerca de 700 mil de 1940 a 2009 (em fase de organização).

d) Colações de Párocos.

e) Crimes (de foro eclesiástico).

f) Divórcio.

g) Esponsais.

h) Habilitações Sacerdotais.

i) Inventários.

j) Nulidades Matrimoniais.

k) Testamentos.

 

Processos Manuscritos (1640 a 2009)

2.3 Pastas de Correspondências de Bispos e Arcebispos

Existem cerca de 4 mil pastas suspensas com documentos de 1864 a 1970, principalmente correspondências passivas de bispos e arcebispos do período. Desde sua origem, essa documentação foi organizada por assunto, ora formando dossiês com temas muito específicos (por exemplo, “Nunciatura”), ora formando ajuntamentos aleatórios de cartas, impressos e recortes de jornais de assuntos mais genéricos, como “Juventude”.

 

2.4 Pastas de Paróquias

Existem quase 800 pastas suspensas com documentos das paróquias que pertencem à Arquidiocese de São Paulo e daquelas que já pertenceram aos municípios da Grande São Paulo, do interior do Estado de São Paulo, além dos Estados do Paraná e Minas Gerais.

 

2.5 Pastas do Clero

Há pastas personalizadas por nomes de sacerdotes seculares incardinados, excardinados, falecidos, lacizados e extradiocesanos. Para alguns padres falecidos, existem até cinco caixas-arquivo de documentos.

 

2.6 Fichas Biográficas do Clero

Existem fichas com informações biográficas dos sacerdotes diocesanos do período de 1908 a 1983.

 

2.7 Coleção “Dom Paulo Evaristo Arns”

Em fins de 2008, o Cardeal Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Metropolitano de 1970 a 1998, doou todo seu acervo particular. A coleção é composta de mais de 200 caixas-arquivo de documentos e recortes de jornais, todos os livros e artigos de sua autoria, além de quase nove mil fotografias.

Já foram transferidos para DVDs, os conteúdos de 124 fitas VHS e Betamax que registram fatos importantes sobre as obras e a vida de Dom Paulo Arns. Além disso, estão sendo transferidos para CDs os áudios, gravados em fitas cassetes, de cerimônias e programas radiofônicos realizados pelo arcebispo.

 

2.8 Música

Existem 456 pastas suspensas contendo partituras e/ou partes, desde fins do século XVIII até meados do século XIX. No final da década de 1990, essa documentação foi totalmente organizada, graças à parceria de professores e mestrandos do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O acervo conta ainda com três CDs de músicas sacras, gravados a partir da documentação musical disponível no Arquivo.

 

2.9 Iconografia

Existem cerca de 42 mil fotografias positivas, armazenadas em álbuns, caixas especiais e pastas suspensas. As pastas, em sua maioria, estão identificadas por assunto, como, por exemplo, nome da paróquia, nome do sacerdote, etc.

Graças a doações de sacerdotes e familiares de bispos falecidos, tem sido possível a criação de inúmeras coleções importantes de fotografias. Quando iniciou-se a organização de fotos, em 1996, havia no Arquivo menos de quatro mil registros fotográficos. Vale destacar que as fotos mais antigas datam de 1871. Elas fazem parte de um álbum no qual estão retratados todos os participantes do Concílio Vaticano I.

 

2.10 Mapoteca

Existem aproximadamente 3.500 plantas e projetos arquitetônicos, de 1893 a 1990, arquivados em mapotecas de tamanho A0, com base de sustentação feita com placas de polionda. Essa documentação foi muito utilizada durante os trabalhos de restauração da Catedral Metropolitana, realizados entre 1999 e 2002.

 

2.11 Hemeroteca

Existem diversos volumes de jornais encadernados desde 1899, com destaque para os periódicos da Arquidiocese de São Paulo, de Regiões Episcopais e de algumas paróquias.

 

2.12 Biblioteca de Apoio

Na sala de pesquisa do Arquivo, frequentada por usuários externos, está instalada uma pequena biblioteca. Há cerca de cinco mil publicações de diversos temas: biografias de bispos e arcebispos, histórias de paróquias e municípios do Brasil, genealogias, congregações religiosas, anais de congressos católicos, dissertações e teses de pesquisadores que utilizaram a documentação do Arquivo como fonte de pesquisa.

 

2.13 Ampliação do Acervo

O Arquivo recebe, regularmente, uma grande quantidade de documentos. A maior parte é doação. Mas há também uma grande quantidade de livros paroquiais de batizados e casamentos. Nesse caso, são enviados os livros-duplicata

Mais recentemente, chegaram os seguintes documentos:

- cerca de 3.500 envelopes A4 da Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz.

- cerca de 80 caixas-arquivo da Casa de Reconciliação (Ecumenismo).

- cerca de 750 caixas de polionda, com elástico, do Secretariado

Arquidiocesano de Pastoral.

- cerca de 2.000 partituras e partes, manuscritas e impressas, de autoria do

Padre João Lyrio Talarico, compositor e professor de música

sacra falecido em 2009.

 

3. ATIVIDADES

Além dos serviços normais de organização técnica e criação de instrumentos de pesquisa, vale ressaltar algumas atividades desenvolvidas.

 

3.1 Abertura para Pesquisa

Seguindo normas específicas de acesso, manuseio e segurança, o Arquivo Metropolitano atende usuários externos, de segunda a sexta-feira, no período da tarde. Esses pesquisadores, que consultam a documentação disponível, podem ser divididos da seguinte forma:

- 40%: Pesquisa Acadêmica (mestrado e doutorado em diversas áreas, por exemplo, História, Arquitetura, Música e Turismo).

- 30%: Cidadania Europeia (principalmente descendentes de italianos e portugueses).

- 30%: Diversas finalidades (geneologia, história de paróquias e municípios, inventários, aposentadorias, biografias, processos de beatificação, entre outras).

 

3.2 Expediente

Há um setor específico para as seguintes atividades:

a) busca de registros de batismo para fins matrimoniais;

b) transcrição e realização de certidões;

c) preparação e averbação de notificações sobre matrimônios, ao lado do registro de batismo dos nubentes;

d) notificações das declarações de nulidade matrimonial; e

e) processo de retificação de registros por erro de grafia, reconhecimento de paternidade e adoção formal.

 

 

3.3 Encadernação

O Arquivo conta com dois funcionários encadernadores para a realização de pequenos reparos e reencadernação, principalmente de livros paroquiais duplicatas (batismo e casamento).

 

3.4 Estatísticas (1995 a 2009):

15.898 consultas no setor de pesquisa.

6.803 certidões expedidas (positivas, negativas, civis, etc.).

92.392 notificações matrimoniais averbadas.

53.053 livros manuscritos consultados.

 

Avaliação do Setor de Pesquisa

89,2% Ótimo

10,5% Bom

0,3% Regular

_ Ruim

_ Péssimo

 

 

4. PROJETOS

4.1 Informatização

Criação de um banco de dados, que, inicialmente, será alimentado pelos índices de casamentos (1632 a 1930) e processos matrimoniais (1640 a 1939).

 

 

4.2 Site

Atualização periódica da página do Arquivo Metropolitano no portal da Arquidiocese de São Paulo.

 

4.3

(via questionários):

(em fase de organização)

JAIR MONGELLI JUNIOR

IPIRANGA 04263-100 SÃO PAULO/SP BRASILjairmongelli@terra.com.br e jairdoarquivo@bol.com.br

 

 

 

 

 

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