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COMPETÊNCIA INFORMACIONAL EM INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PRIVADO: o caso dos profissionais da informação na Paraíba/Brasil.

Publicado el: 28/10/2010 / Leido: 7554 veces / Comentarios: 0 / Archivos Adjuntos: 0

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VIII CONGRESO ARGENTINO DE ARCHIVISTICA

 

“BICENTENARIO: PASADO y FUTURO DE LOS ARCHIVOS”

 

El aporte de los Archivos a la tradición y al desarrollo de la Sociedad del Conocimiento.

 

20, 21 y 22 de octubre de 2010. San Salvador de Jujuy - Jujuy- Argentina

 

 

COMPETÊNCIA INFORMACIONAL EM INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PRIVADO

 

 

- Maria Meriane Vieira Rocha/UFPB

- Universidade Federal da Paraiba/ CCSA/ DCI

- Av. Monteiro da Franca, 1480 Apto 1203 Manaíra CEP: 58038-323 João Pessoa

Brasil

- (83)3246-5733/ (83)9625-5958

- meriane.vieira@gmail.com

 

- Francinete Fernandes de Sousa/UEPB

- Universidade Estadual da Paraíba/ Centro de Ciências Biológicas

- Rua Gama Rosa, 137 Roger CEP: 58020-580 João Pessoa-PB

Brasil

- (83)3241 6404 (83)8807371

- neteducadora@gmail.com

 

 

 

 

RESUMO

 

Para atuar no novo contexto da Sociedade da Informação, os profissionais da informação devem ter a habilidade de solucionar problemas e serem competentes na geração e uso da informação. Neste sentido, eles distanciam-se do senso comum que se baseia na intuição e sedimenta-se como um discurso de ingenuidade. Por outro lado, estes profissionais constituem-se em grupos sociais que se estruturam a partir do modo cultural. Esta dupla conexão (técnica e cultural) revela-nos um espaço de interação, onde estes dois elementos se relacionam e acabam por gerar o consenso dos profissionais da informação. Considerando-se os profissionais pesquisados em um estudo realizado em 2006, em instituições de ensino superior privado no município de João Pessoa/PB-Brasil, esta concordância apresentou-se como uma visão pessimista e vitimizada. A partir dos dados analisados aprofundaremos esta reflexão.

Palavras-chave: Competência informacional. Gestão da Informação. Senso Comum.VIII Congresso Argentino de Arquivos

"Bicentenário: passado e futuro do arquivo"

A contribuição dos Arquivos da tradição e do desenvolvimento da Sociedade do Conhecimento.

20, 21 e 22 de outubro de 2010. San Salvador de Jujuy - Jujuy, Argentina

VIII Congresso Argentino de Arquivos

"Bicentenário: passado e futuro do arquivo"

A contribuição dos Arquivos da tradição e do desenvolvimento da Sociedade do Conhecimento.

20, 21 e 22 de outubro de 2010. San Salvador de Jujuy - Jujuy, Argentina

1 INTRODUÇÃO

 

A aprendizagem sempre foi importante para o desenvolvimento humano, mas, assim como a informação, ganha uma nova relevância na sociedade contemporânea, também denominada sociedade do aprendizado contínuo. Nos dias atuais, onde a informação é importante insumo para o desenvolvimento em todas as esferas da sociedade, “aprender a aprender" é um requisito básico para que os profissionais possam melhor usufruir o grande número de informação disponível, nos mais variados formatos (impresso, digital...), e também em diferentes estoques de informação (bibliotecas, centros de documentação, Internet...).

Segundo a Associação Americana de Bibliotecários “[Pessoas competentes em informação] aprenderam como aprender. [Sabem] como a informação é organizada, [onde] encontrá-la e como [usá-la] de forma que [outras pessoas] também possam aprender com ela.” Neste sentido, o desenvolvimento de ações de informação, visando a construção de competência informacional pode ser entendido como facilitador do processo de comunicação de informação em ambientes de trabalho, integrando educadores e profissionais da informação.

A sociedade atual se caracteriza pelo uso intensivo de informação e conhecimento, o que se reflete em novas exigências do mercado de trabalho em relação aos profissionais, os quais devem desenvolver competências para gerar e usar a informação. Isto ocorre devido ao advento da globalização que gera entre outros fatores

A partir desta consideração indagamos: como se caracterizaria o senso comum de profissionais de informação? No contexto desta pesquisa objetivamos identificar e analisar como os profissionais da informação de IES privadas têm desenvolvido suas competências informacionais. Assim, estamos nos reportando a um contexto onde a técnica e a busca pela competência são elementos constantes. Em tal contexto teria o senso comum espaço para se estabelecer?

2 O SENSO COMUM

 

O senso comum é um corpo organizado de pensamento deliberado, que tem como características mais importantes afirmar que suas opiniões vieram de experiências e não de um resultado de reflexões deliberadas. Reforçando essa premissa Geertz (1997) ressalta que a religião baseia seus argumentos na revelação, a ciência na metodologia, a ideologia na paixão moral; os argumentos do senso comum, porém, não se baseiam em nada, a não ser na vida como um todo. O mundo é sua autoridade, confirma o autor.

Quando dizemos que uma pessoa demonstrou ter bom senso, queremos dizer que esta pessoa age com inteligência, é criteriosa, tem discernimento e reflexão prévia e que esse alguém tem capacidade de lidar com problemas do cotidiano, de uma forma cotidiana e com eficácia, visto que segundo Geertz (1997) o senso comum é uma representação da realidade e o considera como um sistema cultural. O autor alerta ainda que não exibimos bom senso quando usamos uma faca e um garfo; o fazemos quando conseguimos lidar com um falso mendigo ou com um problema mecânico, sem ter as ferramentas adequadas.

Nesta perspectiva, como um dos subúrbios mais antigo da cultura humana, não muito regular, não muito uniforme, mas ainda assim ultrapassado de uma forma menos casual de habitar, o senso comum mostra muito claramente o impulso que serve de base para construção dos subúrbios: o desejo de tornar o mundo diferente.

Assim, Geertz (1997), afirma que a parte do senso comum que lhe é interessante, é “a que serve de pano de fundo para feitiçaria”, ou seja, o que segundo a mera experiência de vida, sugere a existência de outro tipo de casualidade, essa casualidade vai depender de cada cultura, de cada estilo de vida.

O autor atribui ao bom senso, o que ele chama de quase-qualidades, como a natureza, a praticidade, leveza, não a metodicidade, e acessível para caracterizar e expandir o significado de algo que já é conhecido, no caso o bom senso.

A primeira dessa quase qualidade, a naturalidade, é para Geertz (1997) a essencial, pois essa característica retrata as coisas como elas são; a segunda, a praticabilidade é mais fácil de observar, pois quando dizemos que um indivíduo não tem bom senso, afirmamos que ele não é prático, visto que, ser sensato, é ser vivo, mais prudente; a terceira é a leveza ou simplicidade, trata-se da característica que apresenta um assunto como se fosse exatamente o que parece ser, nem mais , nem menos; a não-metodicidade refere-se aos prazeres da inconsciência, segundo o autor “tão real para todos os seres humanos, porém exageradamente obsessivos”; a acessibilidade seria a conseqüência lógica das outras, na medida em que estas são reconhecidas, para o autor “é a insistência de qualquer pessoa, em juízo, pode captar as conclusões do bom senso”.

Na verdade, o bom senso, representa o mundo como um mundo familiar, onde todos podem e devem reconhecer; e onde todos são, ou deveria ser independentes. O autor ressalta que o bom senso “estão tão obviamente diante de nossos olhos, que é impossível encontra-los”.

Para Geertz, elaborar algum tipo de estrutura lógica a ser adotada pelo senso comum, qualquer que seja a forma que se apresente, não seria viável, pois não existe um padrão para tal elaboração, levando em conta que n

 

3 COMPETÊNCIA INFORMACIONAL

 

A competência informacional deve ser o requisito básico que os profissionais devem buscar para atuar bem em suas atividades. Neste sentido, torna-se um diferencial competitivo saber “buscar“ as informações relevantes e pertinentes para as suas atividades (ex. quais são as fontes de informação mais importantes para suprir as necessidades deste profissional?) É importante ressaltar que esta relevância pode mudar de indivíduo para indivíduo, de grupo para grupo.),deve-se organizá-las e recuperá-las para que possam vir agregar valor ao estoque de conhecimento desses indivíduos. Destaca-se, ainda que a competência informacional também está relacionada às habilidades de lidar com as tecnologias da informação e suas ferramentas específicas.

Segundo Zarifian (2003, p. 37), a competência é uma forma de qualificação, uma nova maneira de qualificar, ou seja, “a construção da qualificação”. Dessa forma, faz-se necessário que os profissionais tenham uma educação continuada. Para Sargis (2002, p. 6), “competência é a capacidade de mobilizar um conjunto de recursos com o objetivo de realizar uma atividade”. Entendemos, com essa afirmativa, que devemos desenvolver nossas habilidades para tornar o nosso trabalho mais eficiente.

No Brasil, segundo Campelo (2003, p. 2), o termo está em fase de construção e foi usado pela primeira vez por Careganato (2000, p. 50) que o traduziu como “alfabetização informacional”. A autora traduziu o termo “information literacy” para competência informacional, como catalisador das mudanças do papel da biblioteca em face das exigências da educação no século XXI e acrescenta que “devemos ter em mente a necessidade de integrar, em nossas ações, os avanços teóricos e práticos já alcançados nos estudos sobre competência informacional no Brasil”. (CAMPELLO, 2003, p. 3).

Entendemos, assim, que para o sucesso de uma instituição, os profiissionais necessitam ter um grande número de informações e estabelecer sempre uma relação de troca de saberes com outrem. Dudziak (2005, p. 3) afirma que:

 

 

 

[...] isto significa em síntese, a estruturação de uma educação que privilegie a competência em informação, mas que isto não é questão simples. Demanda muito planejamento, engajamento e deve ser considerada sistematicamente. Desenvolver projetos pedagógicos voltados para a competência em informação significa repensar crenças, práticas e partir para a ação.

 

Deve ser levado em consideração que para ser competente em informação esse profissional tenha um aprendizado ao longo da vida. Belluzzo (2005, p. 22) acrescenta que competência informacional é:

procedimento contínuo de interação e internalização à compreensão da informação e de sua abrangência, em busca da fluência e das capacidades necessárias para a geração de conhecimentos novos e sua aplicabilidade ao cotidiano das pessoas e das comunidades ao logo da vida.

 

O conceito de competência informacional tem sentido multidimensional e abrange: iniciativa, responsabilidade, inteligência prática, conhecimento adquirido e compartilhado. Hatschbach (2008, p. 23) ressalta que o conceito de competência informacional ultrapassou as fronteiras do mundo acadêmico e reforça essa afirmativa mostrando que:

Os anos se passaram [e] o tema Competência Informacional foi se expandindo e despertando o interesse de professores, psicólogos, coordenadores de cursos de direito, além daqueles genuinamente envolvidos, ou seja, os bibliotecários e profissionais da informação.

 

Tomando como base os conceitos acima, entendemos competência informacional, como sendo o conjunto de conhecimentos profissionais que possam estar ligadas ao perfil do profissional da informação. Esses conhecimentos podem ser expressos em como o profissional pode ter atitudes, em aprender a lidar com as novas tecnologias, em aprender a aprender, em desenvolver suas habilidades, ou seja, o profissional deve, diante das novas exigências do mercado ser competente nos seus aprendizados e atitudes profissionais.

A partir destas considerações de natureza histórico-cultural, podemos perceber que os significados do termo Competência Informacional tem evoluído de forma constante, buscando representar à dinâmica da atual Sociedade da Informação e do Conhecimento.

Para Dudiziak (2003, p. 1) a competência é “o processo contínuo de internalização de fundamentos conceituais, atitudinais e de habilidades necessárias à compreensão e interação permanente com o universo informacional e sua dinâmica, de modo a proporcionar um aprendizado ao longo da vida”. Este é o conceito adotado no contexto desta pesquisa

Após essas considerações, observamos que o conceito de competência tem sentido multidimensional e abrange: iniciativa, responsabilidades, inteligência prática, conhecimentos adquiridos e compartilhamento. O conhecimento existe somente no ser humano e somente pode ser mobilizado pelas pessoas, o mesmo acontece com a competência. Assim, cabe aos profissionais da informação atuar no sentido de facilitar o desenvolvimento de competência informacional em grupos de usuários de informação, tornando-os possíveis produtores de informação, e fazendo com que o seu conhecimento retorne para a sociedade, o que Wersig denomina “conhecimento em ação”.

 

4 O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO E O SEU PAPEL NA SOCIEDADE ATUAL

 

Para compreendermos melhor o papel do profissional da informação na sociedade, faremos um breve histórico de sua trajetória.

Em 1910 o papel do bibliotecário era segundo Araújo (2004, p. 2) de “guardião de livros", pois sua formação profissional enfatizava a visão humanista. Entre as décadas de 30 a 50, com a influência norte-americana o perfil do bibliotecário é o de um profissional que detém técnicas específicas para a organização de documentos e coleções, ou seja, um técnico organizador de documentos.

Com a reforma curricular dos cursos de Biblioteconomia na década de 80 que estimulava o profissional bibliotecário a atuar junto a entidades culturais e educacionais, este passa a ter um perfil de educador. Na década de 90 a mudança começa a acontecer de forma radical, devido ao progresso tecnológico, exigindo novos arranjos institucionais e recursos humanos renovados. As mudanças ocorrem também no campo da informação e da comunicação.

O bibliotecário começa a ter um novo perfil e uma nova denominação

Ao analisarmos o perfil do profissional da informação, fazendo uma breve retrospectiva do primeiro curso de biblioteconomia em 1910, até os dias atuais, vemos que este profissional vivenciou modificações em seu perfil profissional e, sobretudo sobre o seu papel na sociedade.

Partindo desse pressuposto, ressaltamos que algumas das atividades do profissional da informação passam a ser estruturadas em algumas áreas de ação:

·

·

·

·

É válido lembrar que o desenvolvimento da profissão na área informacional com perfil pressupõe três fatores fundamentais: o perfil pessoal (aptidão), a formação profissional (habilidades) e o desempenho profissional (atitudes). Vale salientar alguns pontos que são essenciais para este profissional ser competente: convívio diário com as TICs, desenvolvimento de visão gerencial na área de informação, postura interdisciplinar e de pesquisador. Segundo Campelo (2005, p. 179) reforça destacando:

 

Pessoas que têm competência informacional são aqueles que aprenderam a aprender. Essas pessoas sabem como aprender porque sabe como a informação está organizada, como encontrar a informação e como usar a informação, de tal forma que outras pessoas possam aprender com elas.

 

O atual mercado de trabalho pede que o “novo” bibliotecário tenha uma educação continuada. Nesse sentido Guimarães (1996 apud ARAÚJO, 2004, p. 7) destaca “se antes a atividade do bibliotecário podia ficar restrita aos limites físicos de uma biblioteca e de uma coleção, agora o uso constante da tecnologia a serviço da informação transpõe barreiras físicas e institucionais”. Desse modo o profissional da informação além de se preocupar em desenvolver suas habilidades, deve também preparar seus usuários de modo que eles mesmos utilizem os recursos disponíveis na biblioteca.

Nesse contexto, o profissional da informação segundo Ferreira (2003, p. 43) “é o protótipo hoje do trabalhador do conhecimento de amanhã”. Para o Conselho Nacional de Educação - CNE, órgão do governo brasileiro, competência profissional no art. 7º da Resolução nº 3 (2002 apud MIRANDA, 2004, p. 6) é:

A capacidade pessoal de mobilizar, articular e colocar em ação conhecimentos, habilidades, atitudes e valores necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho e pelo desenvolvimento tecnológico.

 

Araújo (2004, p. 6) vai mais além em sua definição e diz que o profissional competente é:

Profissional que trabalha em equipe com outros profissionais de várias áreas do conhecimento, desenvolvendo ações de geração, acesso, armazenamento, disseminação e uso da informação com propósitos teóricos e práticos.

 

Segundo Belluzzo (2005, p. 25) o que faz a diferença do profissional neste século é “a competência em informação” e para isso estes profissionais precisam estar se capacitando e contribuindo como agentes incentivadores da busca por informações mais eficazes e pertinentes, e “[...] tenha subsídios para o desenvolvimento de competências e habilidades de acesso e uso da informação para a produção de conhecimento e o desenvolvimento social”.

Devemos ressaltar também que o novo profissional da informação

Em relação ao profissional da informação

A tabela 1 (um) diz respeito ao nível de formação dos profissionais da informação :

TABELA 1

 

Fonte: Rocha (2006).

Os dados expostos na Tabela 1 que tratam do nível de formação dos profissionais da informação apresentam que estes são em sua quase totalidade (88,9%) especialistas. Apenas 11,1%, ou seja, um sujeito pesquisado, não tem o curso de uma pós-graduação. Com esse resultado, podemos considerar que o senso comum dos profissionais da informação pesquisados é de estar sempre preocupados em se aperfeiçoar e conseqüentemente em ter uma educação continuada.

A segunda parte do questionário relaciona-se a questões discursivas, onde abordamos se os profissionais da informação têm uma educação continuada e se a instituição colabora para esta educação, quais as competências informacionais mais demandadas por eles e quais as habilidades mais utilizadas para se tornar um profissional competente. Neste texto, faremos uma reflexão apoiada nos dados que tratam da educação continuada e na contribuição das instituições de ensino superior para o desenvolvimento da mesma.

TABELA 2

 

Fonte: Rocha ( 2006).

 

A Tabela acima nos mostra que a maioria dos profissionais tem uma educação continuada, pois 77,7% do total dos pesquisados tem curso de pós-graduação e estão sempre participando de eventos da área. Isto nos leva a considerar que estes profissionais além de se esforçarem pela construção de um novo perfil estão atentos às novas exigências do mercado de trabalho. Dessa forma, estão preocupados em desenvolver educação continuada, como sugerem as falas dos sujeitos pesquisados apresentadas a seguir:

QUADRO 1: Respostas dos profissionais da informação quanto à educação continuada.

Fonte: Rocha (2006).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na questão 8, temos dados sobre possíveis incentivos institucionais para que os profissionais da informação desenvolvam uma educação continuada:

TABELA 3

 

Fonte: Rocha (2006).

 

 

 

 

 

QUADRO 2: Respostas dos profissionais da informação quanto ao incentivo das instituições para terem uma educação continuada.

Fonte: Rocha (2006).

 

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

No estudo, analisamos a competência informacional sob a óptica dos profissionais da informação. Neste sentido, identificamos as competências informacionais demandadas por estes profissionais de IES privadas do município de João Pessoa - PB, de modo a contribuir para o bom desempenho de suas funções e atividades profissionais.

Estes profissionais nos revelam idéias que se apresentam como fruto de vitimização. Por um lado, são esforçados, produtivos, se reciclam, porém, por outro lado, não há o reconhecimento das empresas, as quais encontram-se permeada pela ausência de reconhecimento profissional. Tal sentimento os coloca diante de uma realidade que lhes parece injusta. Os dados apresentados na tabela 3, que trata do nível de formação, originam-se de um contexto profissional baseado em técnica e metodologia, ou seja, os profissionais de informação pesquisados caracterizam-se a partir de um conjunto determinado de conhecimentos técnicos e estes, por sua vez, são utilizados a partir de acuradas práticas previamente determinadas, ou metodologicamente construídos.

A partir desta consideração podemos aprofundar a reflexão do que caracteriza o bom senso no contexto pesquisado. Assim, temos que, o bom senso pode ser compreendido como um comportamento criterioso baseado na inteligência. Tal postura gera discernimento. A partir destes elementos podemos vislumbrar a geração de respostas eficazes para questões colocadas pelo cotidiano. Neste sentido, a consonância evidenciada pelos pesquisados em relação a ausência de apoio das instituições nas quais os mesmos atuam, nos revela um sentimento pessimista. Neste sentido, nos perguntamos: como poderíamos ultrapassar este senso comum? Quais seriam os elementos do bom senso que nos auxiliariam a revelar a verdade desta situação?

Um ponto importante em relação ao bom senso é que o mesmo relaciona-se ao estilo de vida de cada contexto. Assim, podemos pensar que a cultura organizacional de cada instituição se faz presente neste contexto e influencia seus membros. Mas, se considerarmos que o bom senso autoriza aos indivíduos a participação mais critica e efetiva na vida social, devemos buscar os elementos que possibilitariam aos pesquisados ultrapassarem o senso comum pessimista revelado pelos dados do quadro 2, o qual se refere ao incentivo das instituições para terem uma educação continuada.

A relação no mundo do trabalho é complexa e não pode ser balizada por relações que demonstram desagrados por não reconhecimento de eficiência no trabalho, vez que conspiram, nestes casos uma subjetividade significativa, desse modo nos parece salutar pensar a especialização, o aperfeiçoamento como um valor agregado à vida e que deve estar para além das querelas da relação entre empregado empregador.

Cabe ainda uma última reflexão relativa à divisão de responsabilidades na formação de profissionais com competência informacional. Consideramos que compete aos profissionais da informação uma postura proativa no sentido de desenvolverem um processo de educação continuada. Por outro lado, é incumbência das instituições educacionais gerarem oportunidades de ensino e de desenvolvimento de habilidades nesta e em outras temáticas.

Consideramos que tal desenho possibilite aos profissionais da informação desenvolverem plenamente seu potencial, crescendo profissional e intelectualmente, fazendo com que a profissão se renove e passe a participar mais ativamente da Sociedade da Informação.

Acreditamos, no entanto, que esta reflexão requer maiores aprofundamentos e, certamente, não pode deixar de incluir entre seus temas a demanda da relação entre habilidades profissionais e postura profissional.

 

REFERÊNCIAS

 

ARAÚJO, Eliany Alvarenga de. Bibliotecário: profissional atual e atuante? Aula da saudade do curso de Biblioteconomia do período 2004.2. João Pessoa, 2004.

 

A tabela acima nos mostra claramente, com 66,6% das respostas, que as IES privadas não contribuem ou não incentivam os profissionais a desenvolverem uma educação continuada. Isto é um fator que desestimula os profissionais a se dedicarem a exercer bem suas atividades; conseqüentemente a desenvolverem habilidades voltadas para as necessidades da empresa. Esta questão nos leva a observar também que este desinteresse por parte das instituições impede que os profissionais da informação desenvolvam plenamente competências informacionais. Para o profissional ter tais competências, ele certamente necessita se aperfeiçoar ao longo de toda sua vida, desenvolver habilidades e, conseqüentemente, disseminar as informações aprendidas nas participações em eventos da área. Evidentemente ficaria mais fácil e conveniente se este crescimento profissional tivesse uma parceria mais efetiva das instituições. Tal situação está comprovada nas respostas dos profissionais da informação, como vemos abaixo:
Novas Tecnologias da Informação oferece suporte aos que caracterizam o perfil do profissional da informação. Atualmente e cada vez mais, o tratamento, acesso e uso da informação pressupõe o manuseio de TICs. O profissional deve se qualificar constantemente em relação a este elemento.
Ação Social, considerando que de nada adianta gerir a informação se ela não está voltada para objetivos coerentes com a realidade social em que se insere Este terceiro elemento que envolve questões de ética, confidencialidade e privacidade da informação, responsabilidade e divulgação profissional;
Tratamento da informação, cujo profissional relaciona-se à descrição física, analise temática, arranjo arquivístico, condensação e representação temática (indexação). Para tanto se utiliza elementos da lingüística, terminologia e lógica;
Gerência de Unidades e Sistemas de Informação, em que o profissional da informação impõe a visão do planejador, racionalizando procedimentos e gastos, indo em busca e compartilhando recursos, estabelecendo parcerias e integrando sua unidade de informação a sistemas mais amplos. Neste contexto o profissional da informação

VIII Congresso Argentino de Arquivos

"Bicentenário: passado e futuro do arquivo"

A contribuição dos Arquivos da tradição e do desenvolvimento da Sociedade do Conhecimento.

20, 21 e 22 de outubro de 2010. San Salvador de Jujuy - Jujuy, Argentina

a ampliação e a velocidade do fluxo de informação entre países e mercados e das tecnologias de informação e comunicação (TICs). ão podemos conceituar senso comum como uma coisa fechada, a cultura faz interferência (línguas, estilo de vida, crença, religião, etc), ou seja, o senso comum depende de cada cultura, de cada visão de mundo. profissional da informação, pois sua atividade passa dos limites físicos da biblioteca e da organização e preservação de um acervo, pois isso não é o papel principal, mas um meio em suas atividades, reforçando o papel de trabalhador com o gerenciamento da informação. bibliotecário está diretamente envolvido com o ambiente informativo, dando-lhe coesão e coerência. Para tanto estabelece conexões com outras áreas do conhecimento, tais como: administração, economia, psicologia, etc; bibliotecário deve trabalhar em parceria com os docentes, compartilhando visões e conhecimentos comuns e vendo-se como semelhantes, entendendo que a base da cultura da informação é a democratização. Dessa forma haverá uma maior facilidade na formação de profissionais que tenham competência informacional. bibliotecária foi feito uma pesquisa e a partir de alguns dados, faremos uma reflexão em torno da questão do senso comum e da atuação do profissional bibliotecário. Nível de formação

Nível de formação

Valores absolutos

Valores percentuais

Pós-graduação/Especialização

08

88,9

Superior completo

Pós-graduação/Mestrado

01

00

11,1

0,0

Total

09

100,0

Educação continuada

Educação continuada

Valores absolutos

Valores percentuais

Sim

Não

07

02

77,7

22,2

Total

09

100,0

SUJEITOS

RESPOSTAS

 

Sujeito 1

Sim. Porque estou sempre atenta às exigências do mercado, procurando me reciclar em termos de participação em congressos, eventos etc., assim como terminando o curso de Especialização em Gestão de Unidades de Informação e logo após um mestrado na área”.

 

Sujeito 2

Sim. Pois a partir do momento da continuidade dos estudos estou tendo uma educação continuada”.

Sujeito 3

Sim”.. No momento estou fazendo uma especialização e sempre que tenho oportunidade faço curso de reciclagem na área que estou atuando e áreas a fins, devido à transdisciplinaridade

Sujeito 4

Sim. Sempre participo de cursos, congressos, simpósios, etc.”.

Sujeito 5

Sim. Pois a partir da continuidade dos meus estudos, estou tendo uma educação continuada”.

Sujeito 6

Sim”.. Através da participação de eventos que reúnem outros profissionais da área para debates, como também participo de seminários, palestras, etc. e com o curso de especialização

Sujeito 7

Sim”., Sempre que posso faço cursos de atualização
Apoio institucional para a educação continuada

Educação continuada

Valores absolutos

Valores percentuais

Não

Sim

06

03

66,6

33,3

Total

09

100,0

SUJEITOS

RESPOSTAS

Sujeito 1

Não. Pois se a especialização fosse em horário de trabalho, eu teria que optar, como uma das bibliotecárias que teve que sair para estudar”.

Sujeito 2

Não”.. Porque geralmente esse incentivo parte de nós mesmos e não de uma ajuda e compreensão da empresa. É sempre muito difícil se conseguir algum incentivo

 

 

 

 

 

 

Sujeito 3

Não. Porque é normalmente as pessoas não valorizam a biblioteca/arquivo e consequentemente o profissional. Mesmo dentro de uma instituição de ensino, a biblioteca como ponto principal na formação de bons profissionais. A leitura e estudo não são estimulados pelas pessoas. Os próprios profissionais não sentem necessidade de se atualizar e de conhecer o acervo disponível, consequentemente a biblioteca/arquivo e os bibliotecários são na maior parte das vezes encarados como um ponto de exigência do MEC e não satisfeitos acham que provocam gastos exorbitantes e só. O bibliotecário/arquivista a luz do desconhecimento e de ignorância nada mais é que um guardador de livros/documentos. Seria necessário que o MEC estabelecesse uma política de valorização do profissional de Biblioteconomia para que ao longo de alguns anos as coisas mudassem e as instituições de ensino sentissem a importância de criar para seus funcionários maiores possibilidades de aperfeiçoamento profissional”.

 

Sujeito 4

Não. A instituição não reconhece o papel que a unidade de informação desenvolve, nem a importância da capacidade dos profissionais enquanto mediadores da informação”.

Sujeito 5

Não. A instituição deveria contribuir apoiando a pessoa participar com cursos de especialização, congressos, etc”.

BELLUZZO, Regina Célia Baptista; ROSETTO, Márcia.

 

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CAREGNATO, S. E. O desenvolvimento de habilidades informacionais: o papel das bibliotecas universitárias no contexto da informação digital em rede. Revista de Biblioteconomia e Comunicação, Porto Alegre, v. 8, p. 47-55, 2000.

 

DUDZIAK, Elizabeth Adriana. Competência em informação: melhores práticas educacionais voltadas para a information literacy. . In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 21., 2005. Anais... Curitiba: ABPR; FEBAB. 1 CD-ROM

 

_______. Information literacy: princípios, filosofia e prática Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 1, p. 23-35, jan./abr. 2003. disponível em:

<

 

FERREIRA, Danielle Thiago. Profissional da informação: perfil de habilidades demandadas pelo mercado de trabalho. Ciência da Informação, Brasília, v. 32, n. 1, p. 42-49, jan./abr. 2003.

 

GEERTZ, Clifford. O senso cumun como sistema cultural. In: O saber local: novos ensaios em antropologia interpretativa. Petrópolis: vozes, 1997.

 

HATSCHBACH, Maria Helena de Lima; OLINTO, Gilda. Competência em informação: caminhos percorridos e novas trilhas. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação: Nova Série, São Paulo, v. 4, n. 1, p. 20-34, jan./jun. 2008.

 

MIRANDA, Silvânia Vieira. Identificando competências informacionais. Ciência da Informação, Brasília, v. 33, n. 2, maio/ago. 2004. Disponível em: <

 

 

 

ROCHA, Maria Meriane Vieira da. Competência Informacional: perfil dos profissionais da informação

 

SARGIS, Caroline. Le processus d

 

ZARIFIAN, Philippe. O modelo da competência: trajetória histórica, desafios atuais e propostas. São Paulo: SENAC, 2003.

 

Contribuição ao desenvolvimento da competência em informação em bibliotecas públicas paulistas: uma experiência com apoio de oficinas de trabalho. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 21., 2005. Anais... ABPR; FEBAB. 1 CD-ROM.www.scielo.br/scielo.php>. Acesso em: 13 fev. 2006.http://www.ibict.br/cienciadainformacao > Acesso em: 22 jan. 2006.www.scielo.br/scielo.php> Acesso em: 13 fev. 2006. bibliotecários das instituições de ensino superior privado do município de João Pessoa PB. 2006. 64 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) - Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2006.identifications des compétences clés: proposition dun mode opératoire. In: CONGRÉS ASAC-IFSAM, 2000, Montreal. Disponível em: <http://claree.univ-lille1.fr/~lecoq/cahiers/Crsargis.pdf>. Acesso em: 23 jun. 2007.

 

: o caso dos profissionais da informação na Paraíba/Brasil.

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